Como saber se o seu chefe é um psicopata

Chefe Doido

Chefe Definitivamente, não é fácil identificar alguém assim. Psicopatas são, aparentemente, pessoas iguais a você. De acordo com um levantamento feito pelo pesquisador Kevin Dutton, da Universidade de Oxford, os CEOs encabeçam uma lista sinistra de profissões com maior número de psicopatas. Depois deles aparecem os advogados, personalidades da mídia, vendedores e cirurgiões. O estudo foi feito com 5.400 pessoas de várias profissões.

Cultura “desviada”

Enquanto os indivíduos psicopatas são mais propensos do que as outras pessoas a cometer crimes, a maioria deles consegue ter uma vida de sucesso.

O grande problema de ter um chefe psicopata é que ele pode implantar uma cultura “desviada” da ética dentro da empresa e levar todo mundo na mesma onda, sem que parte das pessoas se dê conta disso ou tente “perturbar o chefe” com contestações.

Ambiente tóxico

Às vezes, pessoas boas, colocadas em um ambiente tóxico, talvez um criado por um chefe psicopata, não resistem aos deslizes para a cegueira ética e comportamento nocivo.

O chefe é ético em suas decisões ou ele costuma “sambar” na linha tênue que separa o ético do legal? Ou, pior, é comum cair no ilegal quando os riscos de serem pegos são baixos e os “benefícios” são altos?

Aqueles que trabalham para pessoas assim podem muitas vezes se deixarem contaminar, ou simplesmente desenvolver a chamada “cegueira ética”. Inconscientemente, as pessoas passam a seguir o comportamento anti-ético dos chefes.

O psicólogo Philip Zimbardo sugeriu um conjunto de processos que “aceleraram o mal” nas organizações. Veja se você identifica algum deles no seu ambiente de trabalho e esteja atento:

Sem pensar, você deu o primeiro passo:

é quando você começa a usar alguns atalhos para ver o trabalho feito, mas nem sempre deveria ser daquele jeito. Com o tempo, a exceção vira a regra e, em vez de pensar “essa é a coisa certa a se fazer?”, você pensa “será que eu consigo me safar fazendo isso?”. É o começo da cegueira ética.

Desumanização dos outros:

quando um chefe diz a todos que esta é uma guerra, que temos de “esmagar a competição” ou “enterrá-los”, ele está criando um ambiente hostil em que a sobrevivência está ligada a matar o inimigo.

Anonimato:

pessoas que mascaram sua identidade são mais propensos a se comportar de maneiras antissociais. Se um trabalhador é um anônimo em uma organização como se fosse uma máquina, ele se sente menos humano que os outros e, desta maneira, menos regido pela decência humana.

Difusão da responsabilidade pessoal:

às vezes, as pessoas só estão fazendo uma coisa errada porque todo mundo está fazendo, sem realmente pensar no que estão fazendo.

A obediência cega à autoridade:

quando uma figura de autoridade pede que você faça algo, é difícil recusar, especialmente porque se você não cumprir, isso terá consequências. No passado, tal desobediência poderia ser fatal.

Conformidade acrítica às normas do grupo:

normas exercem uma poderosa influência sobre nosso comportamento. Desobediência ou uma postura crítica podem resultar em uma demissão da organização.

Tolerância passiva ao mal ou indiferença:

como Edmund Burke observou: “A única coisa necessária para o triunfo do mal é que os homens bons não façam nada”.

Fonte: The Conversation , Seu History

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