Avenida Ocean 112, Amytyville. A HISTÓRIA REAL!

Novembro de 1974, avenida Ocean 112, Amytyville, Long Island, Nova Iorque, por volta das 6:30 do dia 13. Ronald DeFeo Jr. se dirige até o Henry’s Bar suplicando ajuda: “Você tem que me ajudar, eu acho que a minha mãe e meu pai foram baleados” DeFeo, acompanhado de um grupo de pessoas, foram ao endereço Ocean Avenue 112, que foi encontrado não muito longe daquele bar. Ao chegarem lá concluíram que os DeFeo estavam realmente mortos, imediatamente um sujeito chamado Joe Yeswit, ligou para a polícia do condado de Suffolk, que ao chegarem lá, descobriram seis membros da família DeFeo mortos em suas camas. As vítimas eram Ronald DeFeo, negociante de carros, 43 anos, Louise DeFeo, 42 anos, dona de casa, e seus 4 filhos mais novos: Dawn 18 anos; Allison, 13 anos; Marc 12 anos e John Matthew, 9 anos.

Avenida Ocean 112 casa dos defeo
Casa dos Defeo

Todas as vítimas tinham sido baleadas com um rifle Marlin 336C calibre .35 cerca de 3:00 da madrugada os pais de DeFeo tinham sido baleados duas vezes enquanto dormiam, quanto as crianças tinham sido baleadas com um tiro cada uma, apenas. A família DeFeo ocupava o endereço Ocean Avenue desde que adquiriram a casa em 1965, Ronald DeFeo JR. era o filho mais velho, e também era conhecido como “Butch”. DeFeo foi levado à delegacia por sua própria segurança, depois de sugerir aos policias que as mortes teriam sido causadas pela mafia de um homem chamado Louis Falini, no entanto, quando DeFeo chegara na delegacia, os policias se depararam com sérios erros na versão da história contada por ele, enfim, no dia seguinte Ronald DeFeo confessou os assassinatos de sua família.
Ele disse aos detetives – Tudo passou tão rápido, eu simplesmente não conseguia parar, quando comecei!

Julgamento e condenação:

Avenida Ocean 112- Ronald-DeFeo-audiencia

O julgamento de DeFeo aconteceu em 14 de outubro de 1975, pouco mais de um ano do ocorrido. Ele e seu advogado de defesa William Weber, montaram uma defesa que consistia em sua insanidade. Ronald DeFeo alegou que ouvia vozes em sua cabeça que ordenavam que ele executasse sua família a sangue frio, esse fundamento foi apoiado pelo psiquiatra Dr. Daniel Schwartz. O psiquiatra para com o ministério público Dr.

Harold Zolan, pelo contrário, afirmou que DeFeo, embora fosse um usuário dependente de heroína e LSD, tinha um transtorno de personalidade anti-social e que, de fato, estava consciente de suas ações no momento do crime. Em 21 de novembro de 1975, Ronald DeFeo JR. foi considerado culpado pelos seis homícidios de segundo grau. O juiz Thomas Stark, condenou DeFeo a seis penas consecutivas de 25 anos cada uma. DeFeo atualmente está detido em Green Haven Correctional Facility, Beekman, New York. Todos seus apelos para condicional foram negados.

Fatos estranhos e controvérsias do caso:

As seis vítimas foram encontradas em suas camas sem sinais de luta ou sedativos, levando à especulação que ninguém na casa teria sido despertado com o barulho dos tiros, lembrando que o casal DeFeo, sofreram 2 tiros cada um. Os vizinhos não relataram qualquer audição de disparos. A investigação policial concluiu que as vítimas estavam dormindo no momento dos assassinatos e que o rifle usado para o crime não fora equipado com um silenciador.

Retirada dos corpos da família DeFeo.
Retirada dos corpos da família DeFeo.

Os agentes e legistas que participaram da investigação ficaram intrigados com a rapidez e a amplitude das mortes, e consideraram a possibilidade de haver mais um responsável envolvido no crime. Durante seu tempo na prisão Ronald DeFeo deu vários relatos sobre as mortes e por incrível que pareça, todos sem nenhuma consistência.  Em uma entrevista em 1986, ele alegou que sua mãe foi responsável pelo massacre, cometeu o suicídio logo a execução, o que causou a indignação de um ex-oficial do condado de Suffolk.

Em 30 de novembro de 2000, DeFeo reuniu-se com Ric Osuna, o autor de A noite de horror dos DeFeo, que foi publicado em 2002. Segundo Osuna, DeFeo alegou que tinha cometido os assassinatos “por desespero” com sua irmã Dawn e mais dois amigos cujo nome não revelou. Afirmou que depois de uma briga com seu pai, Ronald  ficou furioso, então ele com ajuda de Dawn planejou matar seus pais, e que Dawn assassinou os irmãos para os eliminar como testemunhas, conta ele, que ficou enfurecido com a atitude da irmã e  bateu sua cabeça contra a cama e atirou contra sua cabeça. Foi relatado durante a investigação policial que havia vestígios de pólvora na camisola de Dawn, o que indicava que ela havia descarregado uma arma de fogo.

Esta linha de investigação não foi perseguida após a confissão de Ronald e a tentativa de contato com os dois supostos cúmplices foram sem sucesso já que um faleceu em janeiro de 2001 e o outro entrou para o programa de proteção à testemunha. DeFeo tinha uma relação tempestuosa com seu pai mas a razão da morte da família inteira continua obscura.

Em meio à investigações, o fotógrafo da perícia tirou fotos da casa para análise de pistas, ao revelar duas fotos, ficou pasmo com o que viu: Havia um menino que o observava em ambas, ao que parece era um dos filhos do casal DeFeo.

Avenida Ocean 112 foto 1

Avenida Ocean 112 foto 2

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