É possível correr sobre a água?

Correr Faz Bem Pra Saúde

Bom, infelizmente, antes de mais nada, a resposta é não. Para atingir a velocidade necessária para não romper a camada superficial da água, 125 passos precisariam ser disparados por segundo, 50 vezes mais do que a capacidade humana.

Apesar de nossa linha evolutiva apresentar resquícios de um passado aquático, a adaptação evolutiva humana privilegiou a resistência terrestre, através do acúmulo de massa, o que torna nosso corpo denso demais para a água comum. Entretanto, se pensarmos num líquido de maior densidade, como a água do Mar Morto, a realidade seria outra.

Além disso, entra em questão a área de contato (tamanho do pé), a força de cada pisada contra a água e o peso do corredor, outros fatores que impossibilitam a mamíferos, recheados de carne, gordura e ossos pesados, cenas como essas:

Correr sobre a  água

Existem espécies de insetos, répteis e aves que conseguem flutuar ou correr sob superfícies aquosas, mas o caso deles é diferente: ossos ocos, membranas interdigitais, peso mínimo; apesar de parecerem conosco, animais como o Lagarto só conseguem realizar o feito por causa de adaptações bem específicas.

Lagarto corredor

Para quem gosta de matemática, aqui alguns cálculos referentes à afirmação:

Área de contato: Imaginemos um corredor de 75 kgs, e um calçado 43 (30x12cm). Ele teria 360 cm² como área de contato da sola do pé com a água.

Contrapeso: Quanto mais profunda a passada, maior seria a quantidade de água empurrada para baixo. Se fosse deslocado 5 cm para baixo, o pé do corredor empurraria 1,8 litros de água para baixo, fazendo a força de reação necessária para sustentar essa pessoa ser de 46,8 km/h.

Velocidade máxima: Para manter estabilidade, cada passada dessas deveria durar 8 milésimos de segundo, e moveria o corredor em torno de 3,5 cm por passada (numa angulação para frente de 4 graus). Assim, o corredor precisaria dar 125 passos por segundo, enquanto que um maratonista de 100m rasos dá em torno de 5.

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