Nova vacina contra o Zika Vírus mostrou-se muito eficiente em testes com ratos e macacos

Zika virus

Uma nova vacina contra o Zika Vírus foi testada com sucesso em ratos e macacos, oferecendo imunidade aos animais.

Ela é baseada no vírus inativado, e apenas uma dose baixa é necessária para fazer efeito.

“A diferença crítica entre essa vacina e a de todo mundo é que não possui vírus vivo. Isso a torna muito mais segura e fácil de produzir”, disse Drew Weissman, da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, um membro da equipe que desenvolveu a imunização.

O Problema

Um ano depois de ser declarado uma emergência de saúde internacional, o vírus Zika ainda é uma ameaça, com a Organização Mundial de Saúde informando casos em 70 países nas Américas, África, Ásia e Pacífico Ocidental até agora.

O vírus pode causar microcefalia e danos cerebrais em bebês cujas mães foram infectadas durante a gravidez.

Existem dezenas de vacinas sendo testadas e estudadas, mas todas as outras candidatas exigem duas doses para a imunização, o que pode ser mais difícil de administrar. A ausência da segunda dose reduz o nível de proteção.

A nova vacina é mais potente que as demais candidatas, e foi eficaz em ratos e macacos, oferecendo imunidade ao Zika, com um vigésimo da dose necessária para outras vacinas.

Nos testes, a equipe do estudo descobriu que os ratos que receberam a vacina estavam imunes duas semanas e cinco meses após a dose.

Cinco macacos também receberam uma única injeção, o que conferiu proteção a quatro deles por pelo menos cinco semanas depois. O quinto macaco tinha uma pequena quantidade do vírus presente, possivelmente porque recebeu uma dose muito alta.

“A vacina funcionou tão bem nos macacos quanto nos ratos, o que nos faz pensar que também vai funcionar em pessoas”, afirmou Weissman. Ele espera iniciar ensaios clínicos em seres humanos dentro de 18 meses.

Mesmo sem um novo grande surto, o perigo representado pelo Zika permanece até que o vírus seja contido.

Além disso, ainda estamos tentamos compreender completamente as suas consequências.

“Nós não sabemos exatamente quais são as suas complicações a longo prazo. Conhecemos as principais anomalias, como a microcefalia, mas não sabemos sobre os efeitos menores que podem acontecer nos próximos anos em infectados”, explica Herve Zeller, do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças em Solna, na Suécia.

Zika também pode interagir com outros vírus relacionados, como o da dengue, o que poderia aumentar as taxas dessas doenças.

A esperança é de que a corrida para documentar a segurança e eficácia de vacinas leve o mais rapidamente possível a distribuição da melhor candidata.

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